| Companhias de Seguro |
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| Escrito por Jabesmar A. Guimarães | |||
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Um exemplo de como foi comunicado um acidente no trabalho (Verídico!!!) ACIDENTE DE TRABALHO - Participação de sinistro Exmos. Senhores: Sou assentador de tijolos. No dia 8 do passado mês de Junho estava a trabalhar sozinho no telhado de um edifício de 6 andares. Quando acabei o meu trabalho, verifiquei que tinham sobrado mais ou menos 250 kg de tijolos. Em vez de os levar à mão para baixo, decidi colocá-los num caixote e com a ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada num dos lados do edifício no 6o andar, fazê-los descer. Desci e atei o caixote com uma corda, fui para o telhado, puxei o caixote para cima e coloquei os tijolos dentro. Voltei para baixo, desatei a corda e segurei-a com forca de modo a que os 250 kg de tijolos descessem devagar. Como eu só peso 80 kg, qual não foi a minha surpresa quando repentinamente saltei do chão, perdi a minha presença de espírito e esqueci-me de largar a corda. É desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade. Na proximidade do 3º andar, bati no caixote que vinha a descer, isto explica a fraturas no crânio e a clavícula partida. Continuei a subir a uma velocidade ligeiramente menor, não tendo parado até os meus dedos estarem entalados na roldana. Felizmente já tinha recuperado a minha presença de espírito e consegui agarrar-me à corda. Mais ou menos ao mesmo tempo, o caixote com os tijolos caiu no chão e o fundo partiu-se. Sem tijolos, o caixote pesava mais ou menos 25 kg. Como podem imaginar, comecei a descer rapidamente. Próximo do 3º andar encontrei o caixote que vinha a subir, o que explica a fatura nos tornozelos e as lacerações nas pernas, bem como na parte inferior do corpo. O encontro com o caixote diminuiu a minha velocidade de descida o suficiente para minimizar os meus sofrimentos quando cai em cima dos tijolos. Felizmente só fraturei 3 vértebras. Lamento no entanto informar que, quando me encontrava em cima dos tijolos, com dores, incapacitado de me levantar, e a ver o caixote lá em cima, perdi novamente a presença de espírito e larguei a corda. Obviamente que o caixote pesa mais que a corda, então este desceu, caindo em cima das minhas pernas e partindo-se imediatamente, bem como as minhas pernas. Espero ter dado a informação detalhada de como ocorreu o acidente. Obs.: Por motivo de força maior optei por omitir o país no qual se deu o caso acima.
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Jabesmar A. Guimarães
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O que você vai ler a seguir são frases colhidas de formulários de Companhias de Seguro, nos quais motoristas tentam descrever os detalhes de seus acidentes com os comentários mais curtos possíveis.
